Do basement de Washington em 1985 ao quarto-estúdio de Belo Horizonte em 2007. Um livro sobre garotos que choravam alto e tocavam mais alto ainda.
Pesquisa de 4 anos. Mais de 60 entrevistados em três continentes.
Originais, criadas por Allan Stein com o sistema gráfico exclusivo do livro.
De Washington D.C. 1985 ao Brasil 2007. Uma linha do tempo que chora.
Em 1985, em Washington D.C., um pequeno grupo de garotos cansados da agressividade do hardcore decidiu cantar sobre o que sentia. Chamaram aquilo, meio a contragosto, de emocore.
Vinte anos depois, milhões de adolescentes brasileiros choravam de franja sobre o olho ouvindo bandas que eles jamais ouviram falar. Este livro tenta entender o que aconteceu no meio do caminho.
"Mãe, não é só uma fase!"
— O meme é real. E esse livro prova.
"Eu nunca reconheci 'emo' como um gênero musical. Sempre pensei que fosse o termo mais retardado de todos os tempos."
— Guy Picciotto, Rites Of Spring / Fugazi
A primeira tiragem é limitada a 2.000 cópias numeradas, com marcador-fanzine e adesivo holográfico.
Sou uma criança dos anos 1980, cresci em uma cidade do interior com TV aberta como única diversão. Meu primeiro elo de verdade teve nome e número: Blink-182. Eu estava de férias, na praia com amigos, quando ouvi aquela melodia com vocais simples e alguns palavrões — e aquilo mudou minha vida.
A partir daquele dia conheci Ramones, Sex Pistols, The Clash, MC5 e me tornei o clichê MTV: bermuda larga, camiseta preta, tênis Adidas branco e boné laranja. Até descobrir que havia um lado bem mais emocional dentro daquele gênero. O nome? Emotional Hardcore.
Este livro não quer definir o EMO, mas expor o que de fato foi esse movimento que mudou o entendimento da indústria, mudou o comportamento e criou uma cena que existe até os dias de hoje — quase 20 anos depois.
"Longe do senso comum sobre o emo ser apenas uma frescura/choradeira, além de comentários bem homofóbicos, o gênero na verdade conversava sobre depressão, ansiedade, sexualidade, bullying, separação dos pais e a completa insegurança em relação ao futuro."
— Tiago Simão, Prefácio
Os Ramones fazem seu primeiro show no Performance Studios. Um novo som nasce.
Os Ramones chegam à capital americana. A cena hardcore começa a se formar.
Minor Threat e Bad Brains dominam. O Straight Edge se torna um movimento.
Rites of Spring e Embrace mudam o hardcore para sempre. Nasce o emocore.
Sunny Day Real Estate, The Promise Ring, Cap'n Jazz. A segunda onda se espalha.
Blink-182, Green Day, My Chemical Romance. O emo conquista a MTV.
CPM 22, Hangar 110, Fresno, NX Zero. O Brasil chora em português.
Lil Peep, Juice WRLD, XXXTentacion. O emo encontra o trap na internet.
Cada capítulo do livro tem uma trilha sonora. Esta é a playlist oficial — organizada cronologicamente, da proto-punk dos anos 60 ao sad trap dos anos 2010. Coloca pra tocar antes de ler.
"Para entender melhor, abra seu Spotify e coloque para tocar as bandas: Sonics, Velvet Underground, Los Saicos, New York Dolls, MC5 e os Stooges."
— Tiago Simão, cap. Hardcore na CapitalProto-punk · Garage Rock · A semente plantada
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Hangar 110 · MTV Brasil · Emo em Português
Emo Trap · SoundCloud Rap · A herança digital
Cada banda aqui teve seu papel na construção da árvore genealógica que chamamos de punk-hardcore-emo. Do proto-punk dos anos 60 ao sad trap dos anos 2010 — todas elas estão no livro.
Primeira tiragem numerada à mão, com marcador-fanzine impresso e adesivo holográfico colado pelo autor — com paciência variável.
A experiência completa do livro. Capa comum numerada, com todos os extras exclusivos da primeira tiragem.
Para quem quer guardar para sempre. Capa dura com acabamento premium, numerada e assinada.
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